![]() |
| Imagem / Reprodução |
O Fundo Mundial para a Natureza, ONG de defesa do meio ambiente, divulgou um relatório onde as conclusões não foram nada satisfatórias, principalmente quando se trata da Amazônia. A pesquisa foi elaborada por cerca de 50 pesquisadores em todo mundo apontou para um desmatamento intenso, que reduziu, de 1970 para cá, 20% da Floresta Amazônica e 50% do Cerrado.
O relatório traz um cenário nada agradável e confirma uma curva de desgaste ambiental que vem se acentuando nos últimos anos. Um dos dados aponta uma redução significativa de áreas verdes, afetando diretamente a vida das espécies e aumentando a lista de animais em extinção.
Para se recuperar sozinha do estrago causado pela humanidade, a natureza precisaria de 6 milhões de anos, diz o documento. Nos trópicos, principalmente nas Américas Central e do Sul, a deterioração do ecossistema é ainda mais grave - com redução de 89% dessas populações.
A região entre os trópicos é onde está a maior parte da vida do planeta, justamente por conta da questão climática. Ao mesmo tempo, é nesta faixa onde estão também as maiores áreas de uso de solo e dos recursos naturais - as áreas cultivadas para a produção de alimentos.
No Brasil
Em junho, dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente indicavam que a devastação do Cerrado, a savana brasileira, era 60% a mais do que a perda na Amazônia nos últimos sete anos. No total, foram 80 mil km² de terras devastadas, contra 50 mil km² da Amazônia.
O desmatamento ocorrido no Brasil tem afetado, de acordo com o WWF, não só a vida dos animais, mas também a oferta de água doce - o que ajuda a explicar as recorrentes crises hídricas que têm ocorrido, como a que deixou em risco o abastecimento da região Sudeste nos últimos anos.
Anneely Martins Aguiar

Comentários
Postar um comentário