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| Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado |
O senador Eduardo Girão (Podemos-CE), com o apoio de outros 28 senadores, apresentou um manifesto ao Ministério da Saúde na última sexta-feira, 18, que sugere a inclusão de remédios à base de canabidiol (CDB), um das substâncias da maconha, no Sistema Único de Saúde (SUS) para fornecimento gratuito.
A necessidade da medicação surgiu com a anuência do Conselho Federal de Medicina (CFM) que permitiu a prescrição do uso do CBD por médicos brasileiros, sobretudo no tratamento de transtornos como esquizofrenia, mal de Parkinson e ansiedade.
Apesar do uso do medicamento ter sido liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o custo é elevado, ultrapassando mais de 2 mil reais e não pode ser adquirido em farmácias convencionais. Para o uso do medicamento, os pacientes precisam importar os remédios com base em CBD ou adquiri-los de organizações voluntárias que manipulam a planta.
Em seu perfil no Twitter, o senador Eduardo Girão frisou que é obrigação do SUS disponibilizar aos seus usuários assistência integral á saúde.
“Reconhecemos as necessidades das famílias, o alto custo dos produtos importados e, em alternativa ao enorme risco da permissão do plantio e o cultivo da Cannabis no território brasileiro, por isso pedimos a distribuição do medicamento a base de canabidiol pelo SUS”, afirmou.
Girão é contrário ao Projeto de Lei (PL) 399/2015, que é referente à comercialização de produtos e medicamentos com propriedades advindas de substratos ou partes da planta Cannabis Sativa em sua formulação. A proposta feita pelo senador ao Ministério de Saúde prevê dar uma alternativa a pacientes que precisam do tratamento com a medicação.
Acompanhe o processo do manifesto:

Rebeca Barbosa

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