Fala do presidente foi onda de ataque a imprensa, governadores e países que criticam o desmatamento
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| Imagem obtida em Teletime (https://teletime.com.br) |
Em seu discurso, Bolsonaro voltou a defender sua forma de combate a Covid-19. Ele destacou que “parcela da imprensa brasileira politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população” e culpou também os governadores dos estados, dizendo que "por decisão judicial” foi limitado em fazer algo, referindo-se à decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou que a palavra final sobre as ações de enfrentamento seria dos respectivos governadores dos estados.
Além da Covid-19, Bolsonaro falou associou os incêndios na Amazônia à ação de índios e comunidades locais. "Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas", declarou. O presidente também culpou a mídia, que segundo ele está promovendo “uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal", e atacou os países que acreditam nas notícias e criticaram as queimadas na floresta Amazônia.
Sobrevaloração do Auxílio Emergencial
Bolsonaro declarou que pagou de auxílio emergencial por pessoa, aproximadamente 1000 dólares, porém, o valor não é verídico. A cotação do dólar no período da pandemia era de 5,40, então cada cidadão deveria ter recebido 1500 reais, porém, mesmo com 5 parcelas de 600 e as 4 parcelas de 300, o valor ficaria em R$ 4,2 mil, o equivalente a quase 778 dólares.
Bancada Evangélica
Para não deixar a bancada evangélica longe, o presidente indagou: “faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia". No entanto, não explicou o significado deste termo. "O Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base", afirmou ainda Bolsonaro, contradizendo a constituição de 1988, que assegura a liberdade religiosa e o estado laico.
Sarah Stefanny

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