As páginas dos livros, com suas histórias magníficas de verdade ou ficção encantaram muitas pessoas desde o período em que os povos Sumérios, da antiga Mesopotâmia, atual Iraque, escreviam passagens em tabletes de argila.
Mas a verdade é que nosso atual formato de livro, de papel, também conhecido como "códice", encontrou no virtual da era digital um concorrente que, segundo a opinião de muitos, pode muito bem ser o substituto das páginas de papel, tal qual as páginas de papel foram substitutas para pedra e argila.
Com o avanço da tecnologia, centenas de páginas de uma produção, algo originalmente robusto e compilado em um grande volume, deixa de ser número de páginas e passa a ser uma quantidade de kylobites, ou até megabytes se for realmente grande. O físico passou a ser digital e, com advento da internet e a grande acessibilidade de nosso século 21, livros deixaram de ser físicos e, por grande ironia, passaram a ser até mais fáceis de achar.
A ida a uma biblioteca para achar um volume agora pode ser substituída por uma pesquisa em sites de busca, como Google. Leitura agora pode ser feita no computador, no celular ou no tablet. Em meio a adaptabilidade até mesmo periféricos específicos foram feitos para comportar estes novos eBooks, como o chamado Kindle, da empresa Amazon, feito especificamente como um leitor virtual, cuja tela até mesmo simula a textura visual de uma página de livro em papel.
No fim, há quem diga que livros físicos de papel possuem seus dias contatos; mas foi o que também disseram do rádio quando a TV aparaceu, e agora é o que dizem da TV, com a internet e serviços stream.
Os desenvolvimentos do futuro não estão aí para substituir coisas, mas para torná-las mais práticas, acessíveis e dar uma nova gama de oportunidades para as pessoas. A literatura virtual do século 21 se torna mais expansiva, e só mostrar que ler, independente de onde, como ou por qual meio, é e sempre será maravilhoso.
Moisés C. Freire Neto

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