Mulher trans, cearense, Syssa Monteiro, tem 25 anos e é formada em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Em 2018, assumiu o cargo de professora efetiva da rede municipal de Fortaleza, após ter participado de projetos em escolas estaduais e ser membro da coordenação do primeiro projeto educacional voltado para pessoas trans no Brasil, o Transpassando UECE.
“Ser a primeira professora trans da prefeitura de Fortaleza é gratificante, porém, ainda é triste saber que sou a primeira”, afirma Syssa, revelando ainda que existem barreiras a serem superadas. “Nas escolas estaduais que trabalhei, não tinha nenhum problema quanto ao meu nome social, já na escola municipal que leciono atualmente passo por alguns constrangimentos por ainda estar em processo de retificação do nome pois ainda tenho que usar meu nome de batismo”, relata.
Na universidade, Syssa participou do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), por meio do qual implantou, na Escola Estadual Liceu de Messejana, um projeto de inclusão de pessoas transexuais e travestis no ensino médio. O objetivo era garantir direitos como o nome social e uso do banheiro conforme o gênero escolhido, entre outros.
Transpassando UECE
Projeto de extensão da Universidade Estadual do Ceará que busca combater a transfobia e toda discriminação a pessoas transexuais e travestis dentro e fora da universidade. Oferece serviços como: cursinhos pré-vestibular, formação profissional, defesa pessoal, aula de línguas, educação física, dança, entre outras atividades. Ele é gratuíto e também acolhe, além de transexuais e travestis, gays, lesbicas, bisexuais e pessoas que se enquadrem em outras identidades de gênero ou tenham a sexualidade distinta da heteronormatividade.
Mercado excludente
Medo e sobrevivência são palavras resumem a vida de travestis e transexuais que vivem no Brasil. Com altos índices de violência, a ONG Transgender Europe afirma que a causa de violência contra transexuais e travestis está na vulnerabilidade daqueles que trabalham na prostituição.
De acordo com o Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das pessoas trans recorrem à prostituição em algum momento da vida. O principal motivo é a falta de outras oportunidades de trabalho. Essa exclusão do mercado é ocasionada pela transfobia, levando muitos transgêneros brasileiros às ruas e à prostituição como uma forma de sobrevivência.
“Ser a primeira professora trans da prefeitura de Fortaleza é gratificante, porém, ainda é triste saber que sou a primeira”, afirma Syssa, revelando ainda que existem barreiras a serem superadas. “Nas escolas estaduais que trabalhei, não tinha nenhum problema quanto ao meu nome social, já na escola municipal que leciono atualmente passo por alguns constrangimentos por ainda estar em processo de retificação do nome pois ainda tenho que usar meu nome de batismo”, relata.
Na universidade, Syssa participou do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), por meio do qual implantou, na Escola Estadual Liceu de Messejana, um projeto de inclusão de pessoas transexuais e travestis no ensino médio. O objetivo era garantir direitos como o nome social e uso do banheiro conforme o gênero escolhido, entre outros.
Transpassando UECE
Projeto de extensão da Universidade Estadual do Ceará que busca combater a transfobia e toda discriminação a pessoas transexuais e travestis dentro e fora da universidade. Oferece serviços como: cursinhos pré-vestibular, formação profissional, defesa pessoal, aula de línguas, educação física, dança, entre outras atividades. Ele é gratuíto e também acolhe, além de transexuais e travestis, gays, lesbicas, bisexuais e pessoas que se enquadrem em outras identidades de gênero ou tenham a sexualidade distinta da heteronormatividade.
Mercado excludente
Medo e sobrevivência são palavras resumem a vida de travestis e transexuais que vivem no Brasil. Com altos índices de violência, a ONG Transgender Europe afirma que a causa de violência contra transexuais e travestis está na vulnerabilidade daqueles que trabalham na prostituição.
De acordo com o Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das pessoas trans recorrem à prostituição em algum momento da vida. O principal motivo é a falta de outras oportunidades de trabalho. Essa exclusão do mercado é ocasionada pela transfobia, levando muitos transgêneros brasileiros às ruas e à prostituição como uma forma de sobrevivência.
Por Daniel França e Verania Lima
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